Boasfestas

 

Mensagem do Presidente

Durante o ano que termina, como é recorrente, vivemos numa azáfama permanente, seja pela particular missão que arrasta naturalmente a nossa vida familiar, seja pelo contexto político e económico que tem vindo a reduzir consideravelmente a nossa qualidade de vida. Por vezes, esta azáfama desvia-nos do mais importante da nossa vida.

 

Trabalhamos cada vez mais, porque nos exigem cada vez mais números, sem qualquer compensação, olhamos para o nosso recibo de vencimento com cada vez mais alíneas mas com menos valor a receber, pressionam-nos a dedicar-nos de corpo e alma à Instituição, mas, quando temos dúvidas ou cometemos um lapso, não se coíbem de nos punir. Exigem-nos qualidade no trabalho que realizamos mas não nos dão o mínimo para o podermos desempenhar. Dizem que temos de cumprir escrupulosamente com as regras, mas atropelam consecutivamente a legislação quando a sua aplicação nos traria benefícios. Pedem-nos compreensão mas todos os dias nos viram as costas. Sentimos que as nossas expectativas foram goradas, que o nosso futuro é negro e que o contexto económico tem servido de argumento para não nos fazer justiça. Tudo isto é o reflexo do que aguentamos todos os dias. Mesmo assim, vamo-nos apercebendo que ninguém nos ouve, desconfiamos de tudo e de todos, não só por ser uma característica necessária na nossa profissão, mas porque todos os dias nos deparamos com atropelos aos nossos direitos.

 

Revoltados com tudo e com todos, por vezes até connosco ou com os que menos culpa têm das nossas agruras, chateados com a instituição, com os políticos, com o País e até com o mundo porque está aquém da nossa expectativa é um estado de espírito já natural. Este é infelizmente o nosso quotidiano.

 

Mas aqui chegados, a este período que faz sobressair o melhor que há em nós, todos devemos e merecemos um momento de acalmia e reflexão. Porque a nossa vida merece mais, porque a nossa família e amigos merecem mais e porque nós somos mais do que pessimismo. E em qualquer momento seremos aquilo que quisermos e basta queremos para que a união, a coesão o espírito de camaradagem ou a interajuda sejam uma certeza no combate diário durante o próximo ano.

 

Somos polícias, temos esta antiga mas nobre missão pública, porque um dia o desejámos, porque sabemos o quão importantes somos para a sociedade, porque sabemos que a uma determinada hora do dia ou da noite alguém só poderá contar connosco. E seremos os únicos que lá marcaremos presença.

 

Em meu nome e da Direção da ASPP/PSP, desejamos a todos umas Boas Festas e um Ano de 2017 que se distinga pela concretização das expectativas.

 

Paulo Rodrigues Presidente da ASPP/PSP

 

Caros Associados da ASPP/PSP,
 
Durante o ano que termina, como é recorrente, vivemos numa azáfama permanente, seja pela particular missão que arrasta naturalmente a nossa vida familiar, seja pelo contexto político e económico que tem vindo a reduzir consideravelmente a nossa qualidade de vida. Por vezes, esta azáfama desvia-nos do mais importante da nossa vida.
Trabalhamos cada vez mais, porque nos exigem cada vez mais números, sem qualquer compensação, olhamos para o nosso recibo de vencimento com cada vez mais alíneas mas com menos valor a receber, pressionam-nos a dedicar-nos de corpo e alma à Instituição, mas, quando temos dúvidas ou cometemos um lapso, não se coíbem de nos punir. Exigem-nos qualidade no trabalho que realizamos mas não nos dão o mínimo para o podermos desempenhar. Dizem que temos de cumprir escrupulosamente com as regras, mas atropelam consecutivamente a legislação quando a sua aplicação nos traria benefícios. Pedem-nos compreensão mas todos os dias nos viram as costas. Sentimos que as nossas expectativas foram goradas, que o nosso futuro é negro e que o contexto económico tem servido de argumento para não nos fazer justiça. Tudo isto é o reflexo do que aguentamos todos os dias. Mesmo assim, vamo-nos apercebendo que ninguém nos ouve, desconfiamos de tudo e de todos, não só por ser uma característica necessária na nossa profissão, mas porque todos os dias nos deparamos com atropelos aos nossos direitos.
Revoltados com tudo e com todos, por vezes até connosco ou com os que menos culpa têm das nossas agruras, chateados com a instituição, com os políticos, com o País e até com o mundo porque está aquém da nossa expectativa é um estado de espírito já natural. Este é infelizmente o nosso quotidiano.
Mas aqui chegados, a este período que faz sobressair o melhor que há em nós, todos devemos e merecemos um momento de acalmia e reflexão. Porque a nossa vida merece mais, porque a nossa família e amigos merecem mais e porque nós somos mais do que pessimismo. E em qualquer momento seremos aquilo que quisermos e basta queremos para que a união, a coesão o espírito de camaradagem ou a interajuda sejam uma certeza no combate diário durante o próximo ano.
Somos polícias, temos esta antiga mas nobre missão pública, porque um dia o desejámos, porque sabemos o quão importantes somos para a sociedade, porque sabemos que a uma determinada hora do dia ou da noite alguém só poderá contar connosco. E seremos os únicos que lá marcaremos presença.
Em meu nome e da Direção da ASPP/PSP, desejamos a todos umas Boas Festas e um Ano de 2017 que se distinga pela concretização das expectativas.
 
Paulo Rodrigues
Presidente da ASPP/PSP

 newsNOV2016 

 

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PSP dá um mês ao Governo para abrir concursos senão parte para protestos

 

Não há abertura de concursos de promoção na PSP desde 2013, existindo milhares de polícias à espera que este problema seja resolvido.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ameaçou esta sexta-feira com várias acções de protesto caso o Governo não abra concursos de promoção para os polícias até ao final do mês de Novembro

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, afirmou que os polícias "estão à espera pela abertura de concursos de promoção há demasiado tempo".

"Se o Governo não responder afirmativamente até ao final de Novembro, altura em que a ASPP tem uma assembleia-geral, vamos avançar com acções de protesto", afirmou Paulo Rodrigues, avançando que o sindicato está a equacionar todos as formas de luta, nomeadamente uma manifestação.

Depois de ter sido entregue, em Setembro, um documento à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, sobre a necessidade de resolução de algumas questões urgentes, como abertura de concursos de promoção, a ASPP enviou novamente, na quinta-feira, um ofício exigindo a resolução desta questão.

Paulo Rodrigues sublinhou que voltaram a exigir à ministra para abrir os concursos nas próximas semanas, uma vez que a ASPP não obteve qualquer resposta do pedido feito em Setembro.

Segundo o presidente do maior sindicato da Polícia de Segurança Pública, não há abertura de concursos de promoção na PSP desde 2013, existindo milhares de polícias à espera que este problema seja resolvido.

Como exemplo, referiu que um agente tem que estar quatro anos nesta categoria para concorrer a agente principal, mas há polícias que estão há mais de 15 anos à espera da abertura do concurso.

Paulo Rodrigues relembrou também que o estatuto profissional da PSP, que entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2015, estabelece a criação de dois novos postos, mas até ao momento continuam por abrir.

O presidente da ASPP considerou ainda que a falta de abertura de concurso de promoção na PSP está "a gerar uma grande insatisfação no efectivo".

Na semana passada, também o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia enviou uma carta aos ministérios da Administração Interna e das Finanças, apelando à resolva a situação dos milhares de polícias que aguardam há vários anos pelas promoções.

O sindicato que representa a maioria dos comandantes e dos directores da PSP ameaçou igualmente com acções de protesto caso as promoções não se concretizem este ano.

 

Conferência de 20.10.2016 - Funções Soberanas do Estado

Funções Soberanas do Estado  Em nome do Povo Respeito pela Constituição

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