PLACA.COMUNICADO

ASPP/PSP EXIGE MEDIDAS PARA TRAVAR VIOLÊNCIA NO FUTEBOL

04 de Abril de 2017

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia – ASPP/PSP – fez chegar hoje ao Ministério da Administração Interna um ofício onde exige que o Governo atue no combate à violência no futebol com medidas efetivas. Também foi dado conhecimento deste documento aos grupos parlamentares.

A ASPP/PSP considera inconcebível que um desporto se tenha transformado numa espécie de cenário de guerra semanal, muitas vezes promovido e apoiado por dirigentes e representantes dos próprios clubes. É urgente que seja colocado um ponto final nesta questão, pelo que foi solicitado ao Governo e à Assembleia da República que acabem, de uma vez por todas, com a impunidade daqueles que, reiteradamente, são vistos em cenas violentas ou ao seu incitamento, através da criação de legislação adequada.

A responsabilidade dos clubes não pode continuar a confinar-se ao que acontece dentro do estádio, mas sim alargada a tudo o que envolve a segurança das claques, incluindo nos acompanhamentos que são feitos pela PSP na deslocação de e para os estádios, bem como de eventuais danos causados pelos seus membros, de agressões a Profissionais da PSP ou quaisquer outros cidadãos.

Hoje, os clubes de futebol profissional são Sociedades Anónimas Desportivas, ou seja, empresas que visam o lucro e movimentam quantias inimagináveis. No entanto, os Profissionais da Polícia continuam a ser usados gratuitamente por estas empresas e por tudo o que envolve, nos dias de hoje, um jogo de futebol. A própria PSP considera alguns dos jogos de futebol profissional como sendo de risco elevado, efetuando conferências de imprensa e dando conselhos de segurança à população. No entanto, os Profissionais da Polícia são escalados para efetuar serviço como se de um dia normal de trabalho se tratasse.

A ASPP/PSP defende que as empresas que organizam os eventos sejam responsáveis pela sua segurança, pagando, como qualquer outra, o que está estipulado na lei para utilização dos serviços dos Profissionais da Polícia nas suas horas de descanso.

A DIREÇÃO DA ASPP/PSP