CM 

Não é para todos?

"Se uns se opuseram, outros optaram pelo mais fácil, que foi estar contra."


Ainda estão na memória de todos os estatutos da PSP que antecederam aquele que entrou em vigor no dia 1 de dezembro de 2015. Todos se lembram que os estatutos aprovados em 1999 e em 2009 foram muito criticados por todos, devido às alterações em questões centrais, como por exemplo a perda do valor da antiguidade para a progressão, o excesso de peso dos louvores, a redução de postos, o horário de trabalho ou até mesmo a necessidade de resolução dos níveis intermédios, que permaneceu sem correspondência durante muito tempo.

Curiosamente, foram questões ultrapassadas sob uma pressão enorme de quem se opôs ao estatuto até ao dia da sua publicação.

Mas se uns se opuseram, outros optaram pelo mais fácil, que foi apenas estar contra.

Hoje, teríamos o estatuto anterior e continuaríamos a criticá-lo. Teria sido menos sério mas bastante mais fácil, porque construir não é para todos.

Hoje, resta-nos esperar simplesmente que as dúvidas da Direção Nacional da PSP se dissipem rapidamente, a bem dos polícias e da estabilidade interna. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), como sempre, estará atenta.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia