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Mais um recorde

"Em algum lado deve andar a verba para a promoção de agentes e chefes"


A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, foi nesta última semana ouvida no Parlamento sobre o Orçamento do Estado para 2016 e percebemos que a PSP tem um orçamento suficientemente flexível para fazer face a qualquer eventualidade. O que nos parece bem.

A PSP poderá gerir de forma mais flexível verbas que canalizará para aquilo que é mais importante e o principal motor da instituição, neste caso, na criação de instrumentos mais céleres de progressão na carreira dos seus profissionais, ou na criação de condições de trabalho que garantam a qualidade de vida profissional. Ficámos também a saber que na PSP até sobraram verbas de 2015 em algumas rubricas, o que não é de estranhar.

Em algum lado deve andar a verba acumulada, que já vem desde 2014, para a promoção de profissionais a agentes principais e chefes principais, que lamentavelmente ainda não aconteceu.

Um concurso que se iniciou em 2014, que ainda não terminou e onde nenhum argumento justifica este lamentável atraso sendo, no mínimo, irónico acontecer nesta moderna instituição.

Algo que, pela sua singularidade, é digno de registo no livro de recordes do Guinness.


Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia