CM 

Passar aos atos

"Responsáveis políticos deixam o vazio apoderar-se das decisões.

Hoje, todos conhecem as dificuldades dos profissionais da PSP. Equipamentos escassos, meios obsoletos, legislação restritiva de direitos, vencimentos reduzidos, horários desajustados e aumento de carga horária e não compensada e, sobretudo, o risco de perder a vida sempre presente. Basta conhecer os balanços sociais da PSP dos últimos anos para perceber ao que os polícias estão sujeitos.

Este cenário é sobejamente conhecido de todos os portugueses e dos responsáveis políticos. Falam da importância da segurança do País e do que representa para a economia nacional.

Vemos os responsáveis políticos, em especial do governo, elogiarem o nosso trabalho, fazerem grandes considerações positivas sobre o empenho e dedicação dos polícias, sobre a sua resistência às adversidades, muitas palavras bonitas são proferidas. Mas no momento de poderem demonstrar que as palavras têm repercussões práticas, deixam o vazio apoderar-se das decisões ou das não decisões.

Como acontece com a não abertura de concursos para todos os postos na PSP, que aguardamos há muito tempo, alguns há mais de 10 anos.

O governo tem de perceber que as palavras só têm valor se acompanhadas dos atos, caso contrário é pura hipocrisia.

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia