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Poupar sai caro

Temos trazido a público situações que se prendem com as condições de trabalho dos polícias, não só ao nível das instalações, mas também de equipamentos.
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Na passada semana um cidadão estrangeiro foi detido pela PSP por ter passado para o interior do limite reservado do aeroporto. De imediato, levantaram-se algumas questões: Como foi possível alguém saltar pela rede que limita o aeroporto, para se introduzir numa zona reservada? Será que os nossos aeroportos estão preparados para garantir a segurança do espaço aeroportuário? Agora, as entidades competentes tentarão perceber o que de facto aconteceu. Ou seja, vão tentar não assumir o que aconteceu até porque, quando acontecem casos destes, por norma, ou os verdadeiros responsáveis passam impunes ou condena-se o funcionário com o posto mais baixo. Quanto a isto nada de novo.

Esta é a prova de que poupar no investimento da segurança sai caro. Mas infelizmente esta questão não é única. Se o Governo continuar a não ouvir a ASPP/PSP sobre as necessidades dos polícias, se continuar a implementar uma política unicamente de números, reduzindo a despesa a todo o custo, pode sair muito caro ao País e não será só no serviço do aeroporto, apesar de nesta situação os polícias terem cumprido com o seu trabalho. Até porque existem situações em que o trabalho, esforço, competência ou dedicação dos polícias, não é suficiente quando os meios ou as condições socioprofissionais são menosprezadas.

 

 

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia