CM 

Mudanças racionais

Temos trazido a público situações que se prendem com as condições de trabalho dos polícias, não só ao nível das instalações, mas também de equipamentos.
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No seguimento dos acontecimentos com a investigação dos vistos gold e que colocaram o enfoque no trabalho das polícias e da justiça, ressaltou mais uma vez a importância dos atores da segurança interna no funcionamento das instituições democráticas. Os profissionais das várias polícias têm desempenhado, nos últimos anos, um trabalho relevante num momento extremamente complexo no País, a quem se exige muito mas com pouco reconhecimento. O Orçamento do Estado para 2015 é disso exemplo. Ninguém compreendeu a proposta da ministra da Justiça para centralizar as interceções de comunicações numa só polícia, quando se sabe que não cabe aos órgãos de polícia criminal decidir se fazem as intercessões, mas sim ao Ministério Público. Ora, qual a vantagem de criar condicionalismos, por exemplo, à PSP, que tem feito um trabalho de grande relevo no combate ao crime? Que razões estarão na base da criação desta proposta? Os únicos que poderão beneficiar com estas alterações são, obviamente, os criminosos. Somos a favor da mudança, mas altere-se o que está a funcionar mal, o contrário é simplesmente irracional. 

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia