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O barato sai caro

Temos trazido a público situações que se prendem com as condições de trabalho dos polícias, não só ao nível das instalações, mas também de equipamentos.
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As competências da PSP e a sua importância para a sociedade obrigam a uma gestão de recursos humanos singular. Um determinado modelo pode melhorar outras instituições e ser um desastre na PSP.

Exemplo concreto é a forma como se olha para a idade da passagem à pré-aposentação na polícia. Pensando o Governo que o adiamento da saída dos profissionais para a pré-aposentação é uma forma de poupar dinheiro, o resultado é bem diferente. Além de envelhecer o efetivo, prejudicando a qualidade da segurança pública, ainda aumenta a despesa com a saúde e os constrangimentos que traz na gestão diária.

Apesar das manobras encontradas para minimizar o impacto negativo da imagem de uma PSP envelhecida, sobretudo nos pequenos centros urbanos, colocando polícias estagiários nessas zonas, o único benefício é de ordem política. Este modelo cria uma enorme injustiça para os polícias que estão, em alguns casos, há mais de 15 anos à espera de serem transferidos para o local de eleição. Uma política errada que bem cara vai sair ao País num futuro próximo.

 

Paulo Rodrigues, Presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia