A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) denunciou hoje a exaustão extrema e degradação insustentável no CR Açores.
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A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 manifestou a sua profunda e alarmante preocupação com o estado de degradação operacional e humana no Comando Regional da Polícia de Segurança Pública dos Açores.
Após reunião tida no passado dia 28 de janeiro com o Comando Regional, a delegação regional da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏, liderada pelo Coordenador Regional Paulo Pires, e acompanhada pelos delegados João Medeiros, Rui Moutinho, Ruben Martins (Ponta Delgada) e José Pereira (Angra do Heroísmo), traça um cenário negro que coloca em risco não só a saúde dos polícias, mas a própria segurança das populações.
Efetivo à beira do colapso e "Burnout" iminente
A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 denunciou a "gritante falta de polícias" em todo o arquipélago. A situação é de tal forma desesperante que algumas esquadras estão a fechar temporariamente para que os elementos possam acorrer a ocorrências. Os profissionais encontram-se num estado de exaustão e desmotivação sem precedentes, fustigados por um volume de trabalho esmagador, cortes constantes de folgas e ausência de descanso. Alertamos para a possibilidade real de vários polícias entrarem em colapso por "burnout" a qualquer momento.
Instalações indignas - Esquadras sem água e isoladas.
As condições de trabalho são, em muitos casos, desumanas e perigosas:
Ribeira Grande, Nordeste e Sede de Ponta Delgada: Apresentam estados de degradação que podem provocar lesões graves aos polícias.
Praia da Vitória (GOC): Instalações sem sequer água canalizada.
Madalena do Pico: Problemas estruturais graves no edifício.
Isolamento Tecnológico: A falta de geradores faz com que, perante uma falha de energia, as esquadras fiquem num isolamento absurdo, sem comunicações nem alternativas.
Parque Automóvel: Carros com quase 20 anos e esquadras sem viaturas
A frota do Comando Regional é um museu de obsolescência, com uma idade média que ronda os 18 anos. Existem esquadras que não possuem nenhuma viatura policial, dependendo da "caridade" de outros departamentos ou de doações de Câmaras Municipais para conseguirem responder ao cidadão. Nas ilhas mais pequenas, a falta de um veículo significa a impossibilidade total de cumprir a missão.
Exploração no Corvo e Dívidas aos Polícias
A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 considera inadmissível a exploração grave a que os polícias são sujeitos na Ilha do Corvo, trabalhando cerca de 80 horas semanais com compensações financeiras e de descanso que classificamos como miseráveis. Paralelamente, a situação dos serviços remunerados é inaceitável, com atrasos nos pagamentos que chegam aos 8 meses, enquanto se mantém a prática de cortar folgas aos agentes sem a devida reposição.
A 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏 não pode aceitar que a segurança nos Açores seja mantida à custa do sacrifício desumano dos seus profissionais e da precariedade de meios que envergonha a instituição. Exigimos medidas imediatas e não apenas promessas orçamentais. A segurança pública não pode esperar mais.
A Direção da 𝐀𝐒𝐏𝐏/𝐏𝐒𝐏
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