Realismo vs. Percepção | Factualidade vs. Romantismo

Realismo vs. Percepção | Factualidade vs. Romantismo

Apesar do domínio das redes sociais e plataformas digitais - canais que deveriam ser complementares ao contacto pessoal, e não substitutos da comunicação verbal -, subsiste uma desinformação gritante. A informação sem esclarecimento, sem contraditório e sem o "olhos nos olhos" torna-se redutora.

A ASPP/PSP tem tentado, desde há muito, não só divulgar informação, mas esclarecer. Esse exercício permite desmontar dúvidas e combater a contra informação. Mais importante, permite aferir se a comunicação tem um racional - com contexto e factos - contrariando a especulação e a mentira, tão presentes na atualidade.

Manifesto a minha estupefação perante o desconhecimento ou críticas infundadas de quem acredita em teses irracionais que apenas vigoram em mentes que lidam mal com a verdade. Tais teses tentam contagiar alvos para fins que não parecem coletivos, nem nobres. Muitos polícias desconhecem o percurso histórico da ASPP/PSP e ignoram a relevância deste sindicato nos seus direitos.

Proponho uma reflexão: caso o acordo de 2024 não tivesse sido celebrado, estaríamos melhor? Se a evolução posterior foi minimalista, terá sido porque o Governo deixou de sentir necessidade de avançar após o fecho do risco? Tal tese é falsa. O acordo não estabelece apenas o risco, mas variáveis formais que o Dr. Luís Neves, como Ministro, assumiu querer cumprir. Hoje, está garantida a atualização do risco e a abertura para: revisão das tabelas e suplementos remuneratórios e mudanças no estatuto profissional.

Existe uma ligação clara entre o acordo de 2024 e as melhorias previstas. Como diz um amigo, hoje discutimos o processo com o "bolso mais preenchido", o que poderia não acontecer sem o arrojo de assinar após uma negociação exigente. Aos que dizem que a "luta" sem assinatura seria melhor, reporto-me ao início do texto: realismo vs. percepção, factualidade vs. romantismo.

Para dissipar dúvidas, o que esperamos agora? Recuperar o acordo e retomar as negociações pelo que lá consta. Isto significa:

▪️Rever remunerações: Incorporar novos níveis para polícias estagnados no topo da carreira;

▪️Reestruturar suplementos: Corrigir valores desajustados face à penosidade, turnos e especializações;

▪️Alterar o estatuto: Rever requisitos para mudança de nível e outras incongruências.

O desígnio é aumentar a atratividade, dignificar quem já serve há anos, respeitar a pré-aposentação e valorizar as carreiras. Foi com esta estratégia que projetámo e assinámos o acordo de 2024.

Em paralelo - num processo que forçaremos para que ocorra em maio - estaremos atentos às pensões, assistência na doença (SAD), higiene e segurança no trabalho e desgaste rápido.

Está tudo na mão do Governo quanto à negociação; e na mão dos polícias quanto à luta. Caso o Governo falhe, compete aos polícias distinguir a realidade do que circula nas redes sociais. Daí a necessidade do esclarecimento sério e do olhar nos olhos.

#ASPP 
#ParaNossaDefesa 

https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://www.jn.pt/opiniao/artigo/o-que-queremos/18074696&ct=ga&cd=CAEYACoUMTM4NDYwMjMwMDgyNDk1ODIxNDAyG2FjZTI5ZmE3MTQxNDU2MGQ6cHQ6cHQ6UFQ6Ug&usg=AOvVaw3jgzfNK_4XPIuMiCM6MpvJ

Back to blog