A Honra tem um preço!
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A grande concentração organizada pela Comissão Coordenadora Permanente em 16 de abril, em frente à residência do Primeiro Ministro, não foi apenas um protesto contra o corte de pensões; foi um grito de alerta. Quando profissionais da PSP, GNR, Guarda Prisional, Polícia Marítima e ASAE se unem, fazem-no pela dignidade de quem dedica a vida para proteger a dos outros. O cenário é grave: uma "machada" nos direitos de quem enfrenta riscos e uma disponibilidade permanente que o cidadão comummente vislumbra.
Desde 2005, sob o pretexto da "convergência", nivelou-se por baixo. Ignoraram-se as particularidades de missões árduas, tratando o desgaste de uma patrulha noturna como o de um escritório. Aplicar a lógica da esperança média de vida a quem vive sob estresse constante é um erro político que roça a ingratidão.
Um PCC exige justiça. Não aceitamos que, após décadas ao serviço da segurança e da paz, estes homens e mulheres recebam pensões miseráveis. O Governo deve entender: a segurança não faz com profissionais desvalorizados ou tratados como cidadãos de “segunda”.
Aos mais jovens, o aviso é claro: o alheamento de hoje será uma fatura pesada de amanhã. A luta por uma reforma justa garante que servir o país continue a valer a pena. Esperamos que quem governa saiba ouvir antes que o silêncio da desmotivação se torne ensurdecedor.
Paulo Santos
Presidente da ASPP/PSP